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20.6.13

#5

Boa noite, doce alma

Primeiro que tudo tenho uma coisa a dizer-te: dos fracos não reza a história. E é verdade que isso não acontece, por isso, o que tu precisas de fazer é recuperar a força que te lembras que tinhas, algures nessa semana em que abriste os olhos ao mundo. E agora tens uma vantagem: tu sabes que és capaz porque já o fizeste uma vez. Já estiveste no chão mais de um milhão de vezes e a diferença entre ti e todos os outros é que tu sabes que estás lá e não deixas de lutar para te levantar. Ou, pelo menos, para te colocar de joelhos, que é já um pouco mais perto do objetivo final, que, caso não saibas qual é, eu digo-te. Esse objetivo final é caminhares, de cabeça erguida, por entre todas as decisões que tomas. E sei que tu o farás. E tu sabes que o que quer que precises podes contar imediatamente com uns quantos vocábulos meus dirigidos na tua direção, para que o teu coração não sinta que está sozinho. 
Eu não sei como estou, para falar a verdade. Sinto-me sem sentir, sentindo. É estranho. Mas é como estou e não me vou rebelar contra o que sinto, já me fartei de atirar palavras ao ar e saber que, mais tarde, elas me podem cair em cima. Vou manter-me exactamente como estou. Vou ansiar por dias melhores, não penses que não. Simplesmente agora vou respirar o que o tempo me trouxer, vou descansar e fazer o pouco que tenho feito. Mas ... Sabes? Estar sem ocupação faz mesmo mal. Estar sem ocupação faz-nos pensar em coisas más. Em coisas que deveriam estar enterradas e ainda não o estão. 
Anseio por um dia melhor, que sei que o amanhã será. Amanhã estarei na companhia daquele com quem nunca posso estar triste. Ele vê-o nos meus olhos e rapidamente me faz soltar um sorriso brilhante. Sinto-me feliz por o ter encontrado. Sei que é das melhores pessoas que o mundo me trouxe e todos os dias o agradeço. 
Estou aqui, sempre pronta a estender-te a mão, para o que precisares. 

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